Sistemas Beeg e Edgewise

Nos primórdios da ortodontia, dois sistemas de braquetes sobressaíram aos demais e dominaram os consultórios ortodônticos, sendo eles Beeg e Edgewise. Os dois sistemas possuem vantagens e desvantagens.

Beeg, tem como vantagem principal o fato de este não possuir ligaduras sendo que o sistema possuí baixíssimo atrito propiciando um tratamento muito mais biológico com autocinese no inicio do tratamento. Já nas fases finais de tratamento, o sistema peca muito no controle de torque e angulações e pela complexidade mecânica na realização dos movimentos exigindo extrema habilidade e tempo do profissional.

Edgewise, por sua vez, possuí grande desvantagem no início do tratamento pelo sistema produzir maior atrito e tempo gasto na ligação do sistema, porém nas fases finais, se mostra melhor no controle de torque e angulações para finalização do tratamento, exigindo menos tempo do profissional. Com a chegada das ligaduras elásticas (borrachinhas) houve uma facilidade na ligadura do sistema porém aumentou-se ainda mais o atrito.

Deste sistema, derivou o sistema straight wire e todas as suas prescrições como andrews, ricketts, roth, m.b.t., alexander, etc. Nestes sistemas, basicamente, os torques, angulações que era preciso fazer no edgewise, já vinham embutidos no próprio braquete, simplificando bastante o tratamento e deixando o mesmo ainda mais rápido. Sendo assim, são estes sistemas que hoje a grande maioria dos ortodontistas do mundo usam em seus pacientes. Straight wire e ligaduras elásticas.

Na década de 80, lançou-se comercialmente os sistemas autoligados, mais como uma aposta comercial do que realmente inovadora no sentido biomecânico. Porém, com os estudos científicos, além do desenvolvimento tecnológico das tampas dos sistemas e principalmente dos fios empregados no sistema, eles provaram ser realmente um grande avanço na ortodontia. Estes sistemas basicamente combinam o que de melhor há no beeg que é o baixo atrito no início do tratamento com o que há de melhor dos sistemas straight wire que é o controle de torque, angulações e simplificação do tratamento.

Hoje, existe praticamente um consenso de que os sistemas autoligados são o presente da ortodontia substituindo os outros sistemas com eficiência superior no que diz respeito a tempo de tratamento, desconforto, simplificação de mecânica, estabilidade e autocinese do paciente. Infelizmente, hoje, muitos pacientes ainda preferem tratamentos convencionais com combinação braquete e borrachinhas, as vezes pelo apelo estético ou pelo custo inicial do tratamento em detrimento a um sistema muito mais moderno com menos prejuízo biológico para os dentes e saúde em geral, além de um custo por vezes até menor pelo tempo de tratamento reduzido.

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