Inflamações gengivais de origem não-bacteriana

Existe uma crescente aceitação de que a gengivite, inflamações da gengiva, não seja uma única doença, mas uma variedade delas que são o resultado final de diferentes processos patológicos. As alterações gengivais também resultam de alterações sistêmicas, como por exemplo, uso de drogas, gravidez, puberdade, leucemias, e com a presença de placa bacteriana e os seus microrganismos a severidade da inflamação ou lesões ficam exacerbadas.

  • doença gengival associada ao ciclo menstrual:

O numero de mulheres que apresentam mudanças gengivais, junto com o ciclo menstrual e com a secreção de hormônios sexuais esteroidais, ainda e pequeno, a  mudança mais comum ocorre durante a ovulação, em cerca de ¾ da população feminina, a maioria das mulheres apresentam uma forma branda da doença durante o ciclo menstrual.

  • doença gengival associada a gravidez:

Algumas alterações bucais acompanham a gravidez, como resultado do aumento do nível de hormônios, principalmente durante o segundo e terceiro trimestre. O sangramento com significado aumento dos fluidos bucais são elevados nas mulheres gravidas. A presença de granulomas, protuberantes, semelhante  a um cogumelo, são mais comuns na maxila, logo no primeiro  trimestre da gravidez, que podem sangrar facilmente, regredindo por completo após o parto, em muitos casos exigem um acompanhamento e orientação profissional.

  • doenças gengivais associadas a medicamentos:

O crescimento significativo da gengiva, pode muitas vezes ser resultado da ingestão de  uma variedade de drogas anticonvulsivas, imunossupressoras, ocorrendo com maior frequência na porção anterior da gengiva, durante os primeiros 3 meses de uso dos medicamentos e em pacientes mais jovens, muitas vezes agravada pelas condições precárias de higiene do paciente.

  • doenças gengivais associadas a anticoncepcionais:

Observa-se  que as mulheres que utilizam drogas anticoncepcionais possuem maior incidência de inflamação gengival, do que aquelas que não fazem uso desses agentes contraceptivos, em todos os casos esse aumento do volume gengival observado foi revertido quando a dosagem foi reduzida ou com a mudança para o uso de contraceptivos orais mais atuais.

  • doenças gengivais associadas a doenças sexualmente transmissíveis:

As doenças mais comuns transmitidas pelo contato sexual são a sífilis e a gonorreia, que podem afetar  todo o sistema orgânico, inclusive a cavidade bucal, em bora sejam mais comuns na genitália, devido ao aumento do contato orogenital, estas podem também afetar, lábios, bochecha, língua, palato, gengiva, estas podem variar de nódulos ulcerados a placas de cor acinzentada esbranquiçada , ou nódulos que ulceram com o passar do tempo, semelhantes a pequenas aftas, confundindo muitas vezes o diagnostico pelo paciente, essas regiões bucais são muito afetadas pela gonorreia e sífilis, esta ultima com significativo aumento de prevalência nos dias atuais.

Portanto, concluímos que  a identificação e o tratamento das doenças gengivais, são importantes passos que devemos tomar, para a prevenção de alterações mais serias que podem ocorrer em crianças, adolescentes e adultos jovens.

Fonte: http://www.odontologiaonline.odo.br

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